Vamos falar sobre as escalas menores
As escalas são outro dos pilares mais importantes da música; essa sucessão de oito sons serve como uma espécie de referência dentro de uma tonalidade determinada; estas se classificam em maiores ou menores. Anteriormente, havíamos estudado as primeiras, mas no presente artigo, serão descritas as escalas menores, então, se você deseja saber tudo sobre elas, continue lendo.
Como se constroem as escalas menores?
Para construir estas escalas, é necessário encontrar o relativo menor de uma escala maior; basta baixar uma terça menor a partir da tônica da escala maior. Vamos explicar isso com um exemplo: o relativo menor de DÓ maior é LÁ menor; esta escala não tem nenhuma alteração em sua armadura de clave porque vem da já mencionada DÓ maior.
Para recordar um pouco o que foi visto, as escalas maiores contam com dois semitons diatônicos localizados entre o terceiro e o quarto grau, assim como entre o sétimo e o oitavo. Diferente das escalas maiores, nas menores haverá três semitons diatônicos que se localizarão entre os diferentes graus:
- Segundo e terceiro.
- Quinto e sexto.
- Sétimo e oitavo.
Voltando ao exemplo de LÁ menor, ao escrever as notas que a compõem, perceberemos que não há nenhuma alteração. Então, de imediato, algo nos chamará poderosamente a atenção: o tom que existe entre a sensível e a tônica. Para remediar essa importante falta, será necessário colocar alterações acidentais nesse grau; neste caso, seria um sol# para que exista o semitom diatônico e a nota sensível recupere sua importância. No entanto, nem sempre a sensível deverá ser alterada. Embora você não acredite, existem três tipos de escalas menores, cada uma com diferentes diretrizes:
Eólica: terá todas as alterações que se encontravam em seu relativo maior, ou seja, nenhum som deverá ser modificado. A escala de LÁ menor eólica não tem nenhum tipo de alteração.
Harmônica: altera-se o sétimo grau de maneira ascendente e permanece da mesma maneira do princípio ao fim de sua alteração. A escala de LÁ menor harmônica conta com o SOL sustenido no sétimo grau.

Melódica: altera-se o sexto e o sétimo grau na subida com o propósito de evitar o intervalo de segunda aumentada que se forma entre ambas as notas. No entanto, devem descer de forma eólica. Nesse sentido, a escala de LÁ menor melódica terá as notas FÁ e SOL sustenidos subindo, mas descendo deve-se colocar bequadros para que desça de maneira eólica.

Outras características das escalas menores
A mediante e a superdominante devem baixar um semitom cromático. Então, os intervalos de terça e sexta que encabeçam a escala devem ser menores.
Cabe destacar que tanto a mediante quanto a superdominante são de grande importância dentro dessas escalas, devido a serem as notas modais ou características da tonalidade em que se encontram.
Na hora de criar qualquer uma dessas escalas, é importante levar em conta as armaduras de clave, já que elas mesmas te dirão de que maneira você deve proceder. Por exemplo, se você tem um sustenido, deve colocar um dobrado sustenido para subir o tom. Em contrapartida, se você tem um bemol, deve colocar um bequadro para subir a nota em tal tonalidade
As diferentes escalas menores têm diferentes sons que podem ser diferenciados facilmente. Cabe mencionar que sua construção não resulta em uma tarefa simples no início. Por essa razão, é necessária a prática constante; você verá que com o tempo e com o restante dos artigos que você irá ler, será um especialista na matéria muito em breve.
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