Fundamentos da Linguagem Musical (Parte 2)
Nesta segunda parte das Bases da Linguagem Musical, você aprenderá mais definições básicas para entender a música; algumas delas serão: pausas, escalas e alterações. Se busca mais conhecimentos, continue lendo este novo artigo.
¡As pausas também são música!
Se você dedica anos a esta nobre profissão, é possível que já tenha ouvido esta frase. Caso contrário, chegou ao lugar indicado para saber. Na música, nem todo o tempo há sons, também deve haver pausas para criar um equilíbrio entre as diversas melodias que são executadas.
Tecnicamente, as pausas são definidas como símbolos que denotam a ausência momentânea de algum som específico. Estas são escritas na pauta e, assim como existem figuras de notas, também existem figuras de pausas, as quais têm a mesma duração que sua nota homóloga.

- Pausa de semibreve: é a mais longa, devido ao fato de durar quatro tempos. É a única que necessariamente deve ser escrita abaixo da quarta linha da pauta.
- Pausa de mínima: tem dois tempos de duração.
- Pausa de semínima: assim como a nota, deve ser executada por um tempo.
- Pausa de colcheia: toca-se por meio tempo.
- Pausa de semicolcheia: sua duração é de um quarto de tempo.
- Pausa de fusa: dura 1/8 de tempo.
- Pausa de semifusa: vale 1/16 de tempo.
Por sua vez, o restante das pausas podem ser escritas em qualquer lugar da pauta.
O que é uma escala?

A escala é a união ou execução de oito sons. Como característica principal, devem começar e terminar na mesma nota. Quando é maior, esta se compõe por cinco tons e dois semitons diatônicos, mas, o que isso significa? Não se desespere!, explicarei nas seguintes linhas:
A escala de Dó encontra-se composta por sete sons que foram mencionados anteriormente, estes são: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI. Para terminar esta escala, deve-se repetir novamente o DÓ; desta maneira, ter-se-ão os oito sons que se especificam no conceito.
Agora bem, esta escala se compõe de tons e semitons; dois conceitos muito simples de memorizar e aplicar:
- Um tom: é a maior distância que existe entre duas notas.
- Semitom: é a menor distância que existe entre duas notas.

Tons: DÓ-RÉ; RÉ-MI; FÁ-SOL; SOL-LÁ; LÁ-SI
Semitons: MI-FÁ; SI-DÓ
Ambas as distâncias são evidenciadas no momento de aprender algum instrumento de cordas como violino, viola, violão, entre outros pertencentes à família de cordas, você verá que tanto os tons quanto os semitons têm distâncias diferentes. Para tocar um tom, é necessário separar os dedos, enquanto que, para executar um semitom, os dedos devem estar juntos.
Alterações

As notas mencionadas anteriormente nem sempre estão em estado natural, em ocasiões, seu som pode mudar; esta ação é obra das alterações, que se definem como símbolos capazes de modificar o som das notas musicais.
Existem três tipos de alterações que são as seguintes:
- Sustenido: sobe o som da nota em um semitom.
- Bemol: baixa o som da nota em um semitom.
- Bequadro: elimina o efeito do sustenido ou do bemol.
Estes símbolos devem ser colocados diante das notas e na mesma linha ou espaço em que estão escritas. Se a mesma nota se repete no mesmo compasso, também deverá ser entoada com a mesma alteração; no compasso seguinte, o efeito não seria válido, ou seja, a nota voltará a ser entoada em seu tom natural.
Outras alterações são as seguintes:
- Dobrado sustenido: sobe um tom o som da nota.
- Dobrado bemol: baixa um tom o som da nota.
Já em cada artigo você irá adquirindo novos conhecimentos que são valiosos para o aprendizado de qualquer instrumento musical. Então, recomendo não deixar de praticar linguagem musical, nem de ler estes artigos.
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