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    Análise de Roma de Vicente Amigo

    F Full Partituras · 19 agosto 2022 · 2,599 visualizações
    Análise de Roma de Vicente Amigo

    Nesta ocasião, vamos realizar uma análise de Roma, de Vicente Amigo, para que você possa conhecer uma das composições flamencas mais simples, mas com uma riqueza harmônica e sonora impressionante.

    Não é à toa que esta peça para violão flamenco conseguiu acumular milhões de reproduções e centenas de vídeos no YouTube dedicados a covers ou tutoriais, alguns decentes e outros nem tanto.

    Quer conhecer uma forma fácil de começar a interpretar bulerías? Esta é a melhor composição que você pode tomar como referência para dar seus primeiros passos no tempo de bulería.

    O tempo de Roma, de Vicente Amigo

    Esta composição musical é interpretada sobre o compasso simples de ¾ e em um tempo de semínima em 180.

    Agora bem, é importante ressaltar que as bulerías podem ser escritas em compasso de 4/4 e ¾, mas são subdivididas em seis ou doze tempos. Enquanto, neste caso, Roma, de Vicente Amigo, é interpretada com palmas de seis tempos nos quais se marca o ponto forte no primeiro e no quarto tempo.

    Você pode consultar o metrônomo online do site acompas.org e configurá-lo conforme pode ver na imagem a seguir.

    Da mesma forma, o tempo nesta peça é uma constante, assim como a subdivisão das figuras que sempre ocorre em colcheias e se mantém em um loop que não termina.

    Por isso, trata-se de uma composição que não busca ser complexa harmonicamente, nem exigir uma grande destreza técnica, mas está mais focada em buscar expressar o sentimento da bulería flamenca e, mais ainda, busca evocar o sentimento do viajante que vai de bicicleta pelo Caminho de Santiago de Compostela, no extremo do Atlântico azul-escuro da Espanha, com brisas quentes e suaves como a seda, mas, além disso, com uma vista de penhascos que são nostálgicos.

    Deste modo, o músico que pretenda tocar Roma, de Vicente Amigo, deve se imbuir deste sentimento para conseguir alcançar uma interpretação ao nível do homem de Guadalcanal, Sevilha.

    Roma Vicente Amigo

    A tonalidade de Roma, de Vicente Amigo

    No que diz respeito à tonalidade em que esta composição é interpretada, estamos em Dó menor ou Cm.

    No entanto, Roma, de Vicente Amigo, leva o capotraste na primeira casa do violão. A razão disso é facilitar a execução de acordes para o restante da função harmônica de Cm.

    Agora bem, harmonicamente esta peça não tem nada de complexo, não há nada difícil de mencionar, baseando-se no que o músico experiente denomina "A beleza do simples".

    Toda a função harmônica nos leva a Roma

    Assim como todos os caminhos levam a Roma, nesta composição toda a função harmônica leva a Roma, de Vicente Amigo.

    • A introdução é um loop de Cm/add2
    • A estrofe se desloca pelos acordes: A#7/sus4 - A#7 - G# - Gm/6 - Fm - G/2dim - G - C7.
    • O refrão percorre os acordes: Fm7/add2 - A# - D#7maj/sus2 - Cm7 - Ddim - G

    Deste modo, apenas seguindo a função harmônica de Dó menor, você poderá ter, pelo menos em parte, uma interpretação parcial de Roma, de Vicente Amigo.

    Depois de ter os acordes, é importante praticar o arpejo que é uma constante e, finalmente, passar para a parte do compasso e sentimento flamenco desta bulería.

    Coro Roma Vicente Amigo

    Deixamos você livre para baixar o arquivo PDF com esta peça para violão em partitura e tablatura.

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